PAULO SÉRGIO APRESENTA SUA FAMÍLIA


Após um longo período sem conceder entrevistas a veículos da imprensa escrita, Paulo Sérgio enfim "apresentou" sua família aos leitores da Revista "Contigo", em 1975. Desta feita, porém, quem foi verdadeiramente entrevistada foi a Sra. Raquel Telles Eugênio de Macedo, esposa do cantor.


Há três anos fora de circulação, Paulo Sérgio volta a ser notícia. Nesse meio tempo em que esteve afastado do mundo artístico, o cantor aproveitou para fazer um balanço de sua vida, tendo, inclusive, se casado com uma simpática garota chamada Raquel. Com ela tem um filho, Rodrigo, atualmente com um ano de idade.

De cabelos mais curtos e muito bem disposto, Paulo Sérgio está feliz ao lado da família. Leva uma vida tranqüila e mora num palacete em São Paulo. Para a alegria das fãs, ele acaba de lançar um novo LP, onde mostra um novo Paulo Sérgio, mais maduro, cantando coisas que ele gosta. Foi pensando em levar notícias de Paulo Sérgio a seu público que a reportagem de Contigo resolveu fazer uma entrevista exclusiva com sua mulher, pois ninguém melhor do que ela para falar sobre sua vida íntima. Daqui pra frente, a palavra é dela.

“A gente se casou no dia 04 de março de 1972. Foi uma festa muito bonita. Aliás, a maneira como nos conhecemos foi bastante engraçada. Ele estava todo imponente dentro de um carrão importado e eu dei uma ‘fechada’ tão feia nele, com meu carro, que o Paulo foi obrigado a subir na caçada. Eu comecei a rir sem parar e ele saiu do carro vermelho como um pimentão, xingando tudo quanto era nome. Daí, ele viu que se tratava de uma mulher e ficou sem graça. No fim, me pediu desculpas e me convidou para tomar um lanche. Aí a gente acabou casando, né? Imagine só: antes disso eu o detestava e até desligava o rádio quando começava a tocar uma música dele.”


“QUEM PASSA A ROUPA É ELE”

“No almoço ou no jantar, é ele mesmo que serve. Eu não preciso fazer seu prato. Mas, em compensação, o Paulo passa o dia inteiro pedindo coisas para mim. Ele adora frango com quiabo e odeia lombo e camarão. Outra coisa que detesta é strogonoff. À noite, Paulo só toma sopa. Se a gente for jantar fora e não tiver sopa, quando chega em casa ele acaba preparando uma. Aliás, meu marido é ótimo cozinheiro: faz comidas sensacionais! Outra coisa boa no Paulo é que ele já foi alfaiate e entende muito de roupas. E, claro, não gosta de nada mal feito. Aliás, ele mesmo passa suas camisas. Quando eu compro uma calça e ela está um pouco comprida, peço para ele encurtar a barra. E ai de mim se eu disser para ele usar o ponto pé-de-galinha. Ele logo corrige: ‘é ponto espinha!’ Meu marido é um homem ótimo, quase não sai de casa, e às vezes é até mais caseiro do que eu mesma. Resolve tudo pelo telefone”.

“Sabe, se eu fosse definir meu marido, diria que ele é um meninão. Para o meio em que vive, Paulo Sérgio é puro demais. Já levou tantos chutes e continua humilde. É ótimo marido, pai, companheiro e amigo. Um homem maravilhoso que a gente só pode amar!”



FONTE:

A matéria acima reproduzida foi publicada pela revista "Contigo" (1975) e é parte integrante do acervo pessoal de Diego Quintanilha, co-editor do site "Paulo Sérgio In Memorian".